Izalci Lucas defende amplo debate no Senado sobre a PEC do fim da escala 6×1

Durante abertura do 38° Congresso Abrasel, o senador afirmou que o Senado Federal não será “cartório” e que não carimbará medidas sem discutir com a sociedade

​Na abertura do 38º Congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada na noite desta terça-feira (16), em Brasília, o senador Izalci Lucas (PL-DF) reiterou o compromisso do Senado Federal em realizar um amplo debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. Como representante da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio e Serviços, o senador destacou que a Casa revisora não aceitará a imposição de medidas sem a escuta ativa daqueles que seriam diretamente afetados.

​”O Senado Federal não é cartório. Nós não vamos simplesmente carimbar aquilo que a Câmara vem discutindo já há alguns meses. Nós vamos promover uma comissão geral para ouvir todos os membros das várias atividades. Precisamos conhecer os impactos disso, não podemos aprovar pelo viés do ano eleitoral. É uma proposta eleitoreira”, criticou o senador.

​Izalci destacou que a atual dinâmica das atividades empresariais, muitas das quais já operam com flexibilidade e teletrabalho, torna a proposta vigente ultrapassada, assemelhando-se a uma medida inspirada em um modelo de 1943. Segundo o senador, o governo deveria, em vez disso, concentrar esforços em melhorar a infraestrutura de transporte e logística do país, fator que impacta diretamente a qualidade de vida do trabalhador.

​Para o senador, é imprescindível avaliar os desdobramentos de qualquer alteração na jornada de trabalho. “Precisamos ver o impacto disso nas atividades. Estamos atentos, pois o senador Rogério Marinho apresentou uma proposta que é do tempo real, do século XXI. Cada um tem sua carga horária. O professor, hoje, trabalha por hora. Se eu quero fazer um curso de graduação ou um doutorado, eu vou definir minha carga horária”, completou.

​Por fim, Izalci convocou os empresários presentes a se mobilizarem em seus estados, dialogando com os senadores de suas respectivas regiões. O senador ressaltou que o engajamento e a demonstração das consequências da medida para o setor produtivo são essenciais para que os legisladores compreendam a realidade do mercado antes de qualquer decisão no Plenário do Senado.