Izalci Lucas cobra instalação da CPMI do Banco Master e convocação de Ibaneis Rocha

Para o senador, o governador do Distrito Federal precisa dar explicações sobre o investimento bilionário que o BRB fez na instituição

Na retomada dos trabalhos no Congresso Nacional nesta segunda-feira (2), o senador Izalci Lucas (PL-DF) cobrou pela instalação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Para o senador, é fundamental que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, seja convocado para prestar esclarecimentos sobre o investimento bilionário feito pelo BRB na instituição financeira sem as devidas garantias.

​”Precisamos trazer o governador para mostrar como se faz um investimento de mais de R$ 12 bilhões sem nenhuma comprovação ou garantia de retorno para o BRB”, afirmou Izalci.

O senador apontou ainda uma série de “coincidências” entre Ibaneis, o Banco Master e figuras do Supremo Tribunal Federal (STF) como Alexandre de Moraes. Entre elas, a assinatura de um contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa do ministro e, exatamente um mês depois, Ibaneis Rocha sendo retirado de um processo relatado por Moraes sobre os atos de 8 de janeiro.

​”Temos que apurar todas essas coincidências. Eles estiveram juntos: Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro [dono do Banco Master] e o próprio governador Ibaneis. Vamos apurar tudo isso e pedir a instalação imediata da CPMI do Banco Master, maior escândalo do sistema financeiro nos últimos anos”, defendeu o senador.

​Prioridades legislativas

​Além da investigação sobre o setor financeiro, Izalci elencou outras prioridades para o semestre legislativo.

Entre elas, a derrubada do veto à dosimetria, com foco na revisão de penas e critérios jurídicos; a anistia geral e irrestrita para os presos detidos injustamente pelo 8 de janeiro; e a continuidade aos trabalhos da ​CPMI do INSS, com convocação de familiares do presidente Lula citados em supostas irregularidades, como seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e seu irmão Frei Chico.

​O senador finalizou pedindo que a base do governo não atue para blindar os investigados na CPMI do INSS. “Vamos convocar o Lulinha, convocar o Frei Chico – que de frei não tem nada – para mostrar realmente o que aconteceu com milhões de reais”, concluiu.