Izalci Lucas alerta para rombo bilionário no BRB e critica “cheque em branco” ao GDF

Senador lembrou que prejuízo do banco pode ultrapassar R$ 5 bilhões e cobrou a instalação de uma CPI na Câmara Legislativa para investigar a gestão da instituição

Em pronunciamento no Plenário do Senado Federal nesta segunda-feira (23), o senador Izalci Lucas (PL-DF) denunciou o rombo bilionário no Banco de Brasília (BRB) após as operações com o Banco Master e chamou de “cheque em branco” o projeto do Governo do Distrito Federal (GDF) que cria um fundo com imóveis públicos para servir de garantia ao financiamento de R$ 2,6 bilhões para capitalizar o BRB. “Apesar de exigir isso, sabemos que o prejuízo real do BRB vai ultrapassar R$ 5 bilhões. É estarrecedor”, alertou.

O foco da crítica recaiu sobre a proposta de utilizar 19 lotes valorizados, como áreas no Parque do Guará, o Centro Administrativo (Centrad) e a sede da Novacap, para dar como garantia. Para Izalci, o GDF busca uma saída desesperada para cobrir erros de gestão comprometendo ativos históricos da capital. “Estão entregando o que Brasília tem de mais valioso para cobrir um rombo fruto de má gestão”, disse Izalci.

O senador apelou diretamente aos deputados distritais para que exerçam seu papel fiscalizador e não permitam a continuidade dessa manobra sem uma investigação profunda. Ele enfatizou que a aprovação do projeto, sem o devido esclarecimento das contas do banco, representa um perigo institucional. “Espero que os deputados distritais não deem novamente um cheque em branco para cobrir um roubo, um rombo, do BRB”, afirmou.

Izalci reiterou a necessidade urgente de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BRB na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Para ele, a responsabilidade pelos prejuízos deve ser atribuída aos gestores responsáveis, e não paga com o patrimônio da sociedade brasiliense. “Quem responde não é o governo, é o CPF de quem autorizou”, pontuou.

O senador ressaltou que seguirá acompanhando o caso junto ao Banco Central e aos órgãos de controle, questionando também a retirada de nomes como o do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, de processos judiciais recentes relatados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Por isso e tantas outras coisas que precisamos cobrar dos deputados distritais a CPI do BRB”, reforçou.