Dívida pública: Izalci Lucas cobra responsabilidade fiscal nas contas públicas
Senador defende investimentos em áreas estratégicas, como educação e empreendedorismo, para aumentar a arrecadação
O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o quadro preocupante da economia brasileira que, apesar da expressiva arrecadação federal, que atingiu R$ 270 bilhões em maio de 2026, registrou um crescimento contínuo da dívida pública, que, pela primeira vez, ultrapassou os R$ 9 trilhões. Izalci cobrou por mais responsabilidade fiscal nas contas públicas e providências do atual governo federal, classificando a situação como grave, pois os juros e o serviço da dívida consomem recursos que deveriam ser destinados a áreas essenciais, como saúde, educação e segurança.
“Gastamos muito e gastamos mal. Os gastos com educação, saúde e segurança equivalem à metade dos juros que pagamos todos os anos. Imagine se não tivéssemos dívidas. Poderíamos investir três ou quatro vezes mais”, comentou. “O país age como se tivesse que recorrer a um agiota. Tínhamos juros baixos. Depois, gasta mais do que arrecada, vai pegar um empréstimo normal no banco, depois recorre ao cartão de crédito e, por fim, chega ao agiota. O Brasil está mais ou menos assim: chegou à situação do agiota”, alertou.
Segundo o senador, o pagamento de juros da dívida chegou a cerca de R$ 650 bilhões por ano, sem considerar a correção monetária. “Nós temos que pagar essa dívida. O Brasil está devendo muito, os juros são imensos e a dívida vem aumentando. Esse é o problema”, afirmou. Ele ressaltou que a falta de priorização dos gastos e a ausência de um planejamento adequado sobrecarregam o orçamento e impedem o desenvolvimento do país.
Por isso, defendeu a necessidade de uma discussão madura sobre o orçamento, com o objetivo de reduzir despesas e direcionar mais recursos para áreas que promovam a produtividade. O senador argumentou que o Brasil precisa aumentar sua capacidade de geração de receitas para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas. Para isso, segundo ele, é fundamental valorizar o empreendedorismo, a ciência, a tecnologia, a inovação e a educação.
“Não há nada neste país que vá para a frente se não houver investimento em educação”, destacou Izalci, criticando a qualidade do ensino básico e o descompasso entre a formação oferecida atualmente e as demandas do mercado de trabalho.
Além disso, o senador criticou a gestão dos recursos públicos e a falta de transparência nas discussões orçamentárias. Ele enfatizou a importância de combater o desperdício e de garantir que os investimentos sejam aplicados de forma estratégica e eficiente. Para ele, é fundamental haver um compromisso real com a responsabilidade fiscal e que as decisões governamentais sejam pautadas pelo interesse público e pelo futuro das próximas gerações.

