Izalci Lucas preside sessão em homenagem aos 217 anos da Polícia Militar do DF
Autor do requerimento para a realização do evento, o senador enfatizou a importância da corporação e dos policiais para a sociedade
O senador Izalci Lucas (PL-DF) presidiu, nesta quinta-feira (14), a sessão solene do Congresso Nacional em homenagem aos 217 anos da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), evento marcado pelo reconhecimento da bravura desses agentes de segurança. “O policial militar brasileiro merece respeito pelo risco que assume, pela disciplina que carrega, pela vida que entrega ao serviço público”, declarou o senador à plateia repleta de representantes do segmento.
Autor do requerimento para a realização do evento, Izalci destacou em seu discurso que “uma farda não é uma roupa, é um símbolo”, representando um contrato com a sociedade fundamentado na ordem e na proteção da lei. “A farda representa algo acima do indivíduo que a veste. Representa a decisão de colocar a própria vida em risco, para que outras pessoas possam viver em paz”, reforçou.
O senador ressaltou o caráter extraordinário da profissão, lembrando que o policial militar aceita agir onde poucos teriam coragem e transforma o risco de vida em rotina. “Ser policial militar é sair de casa sem a garantia da volta. É correr na direção do perigo enquanto todos os outros correm para longe”, ponderou Izalci, pontuando que a sociedade muitas vezes se acostuma com essa coragem. “Como se fosse normal alguém arriscar a própria vida todos os dias por pessoas que sequer conhece. Mas não é normal. É extraordinário”, ressaltou.
Izalci também aproveitou a oportunidade para cobrar maior valorização institucional e proteção para aqueles que protegem o país. Ele defendeu que o reconhecimento deve ir além de datas solenes, traduzindo-se em equipamentos modernos, treinamento, apoio psicológico e salários dignos. Para o senador, o enfraquecimento da autoridade policial serve apenas aos interesses do crime organizado, e uma democracia forte deve tratar seus agentes com o devido respeito pelo risco que assumem diariamente.
Ao encerrar a sessão, o senador prestou uma homenagem aos policiais da ativa, da reserva e àqueles que tombaram no cumprimento do dever. “Quando um policial militar morre em serviço, o Brasil perde um de seus guardiões”, lamentou Izalci, reafirmando sua gratidão a todos que dedicam suas vidas à manutenção da paz e da liberdade no Brasil. “A nossa gratidão, nosso respeito e nossa homenagem, e que Deus proteja cada homem e cada mulher que ao vestir essa farda, escolhe diariamente colocar a própria vida entre o cidadão de bem e o crime”, concluiu.
Histórico
A contagem de 217 anos da PMDF remete à chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Em 13 de maio de 1809, D. João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, no Rio de Janeiro, então capital do Império. Com a transferência da capital para o Planalto Central em 1960, a corporação foi transferida para a nova sede, mantendo sua linhagem histórica e sucessória. Portanto, a PMDF é herdeira direta da primeira guarda policial da capital brasileira, preservando uma tradição que precede a própria fundação de Brasília.

