Izalci Lucas aponta conexões entre Banco Master, Ibaneis e Moraes ao reforçar pedido de CPMI: “Instalação imediata”
Para o senador, evidências colhidas até agora apontam para um esquema de blindagem política e financeira
O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, nesta sexta-feira (30), que pretende “pedir a instalação imediata” de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master já no início dos trabalhos no Congresso Nacional na próxima semana. Para Izalci, as evidências colhidas até agora apontam para um esquema de blindagem política e financeira que envolve o Master com o governo de Ibaneis Rocha e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), como o ministro Alexandre de Moraes.
Izalci foi enfático ao descrever as conexões que, segundo ele, explicam a resistência em investigar as operações da instituição financeira. O senador destacou a proximidade entre Ibaneis Rocha, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, ressaltando que essa relação facilitou transações bilionárias sob suspeita.
“Acredito que tem algo haver com 8 de janeiro, pois teve uma série de pessoas presas, mas o governador Ibaneis, que foi afastado, depois foi retirado do processo pelo Alexandre de Moraes. Será que isso não tem relação com a compra do Banco Master?”, questionou o senador. “Algo muito sério aconteceu e temos que apurar isso”, ressaltou.
O senador lembrou que no dia 28 de fevereiro de 2023 Ibaneis foi retirado do processo do 8 de janeiro por Moraes, e em 28 de março foi a compra do Master, sendo que houve nesse tempo reuniões entre Ibaneis e o ministro. “Vemos conexões que precisamos apurar. Até que ponto não houve uma retribuição pela retirada do processo? Vários policiais e comandantes foram presos, e o chefe maior deles foi retirado, de certa forma, de maneira duvidosa. Temos que apurar e a CPMI do Banco Master poderá entrar nessa linha”, disse.
Para Izalci, a pressão popular pedindo a comissão é muito forte, o que pode influenciar nos votos dos parlamentares, principalmente dos que não são petistas. “Vamos pressionar todo mundo, se for o caso, constranger os senadores, mostrando a incoerência do que está acontecendo enquanto o Senado fica sem tomar nenhuma atitude”, garantiu.

