Izalci Lucas defende ações urgentes para proteger o poder de compra das famílias brasileiras
Em painel no Fórum da Abras, o senador destacou o impacto da inflação dos alimentos e a necessidade de políticas econômicas mais eficazes para o setor varejista
O senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu ações urgentes para proteger o poder de compra das famílias brasileiras e reduzir o custo de vida no país, como a oferta de crédito mais barato, com taxas de juros menores, e a simplificação tributária. O senador discursou nesta terça-feira (16) na 6ª edição do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), participando como painelista da sessão “Proteção da Economia e das Famílias”.
“O que podemos fazer para resolver isso? Primeiro, precisamos ter crédito mais barato. Não faz sentido o consumidor recorrer ao cartão de crédito com juros de 428% ao ano. É por isso que há tanto endividamento que ninguém consegue pagar”, pontuou Izalci.
De acordo com o senador, 81% da população está endividada, reflexo da perda do poder de compra, o que tem levado muitas pessoas a substituir produtos de melhor qualidade por itens de menor valor nutritivo. Segundo ele, trata-se de uma estratégia de sobrevivência que evidencia o empobrecimento da classe média e das famílias de baixa renda. “Quem vai ao supermercado todos os dias sabe o que está acontecendo com os preços dos produtos. Tivemos uma inflação dos alimentos de 302%, o que significa que a comida ficou 62% mais cara do que a inflação geral”, afirmou.
Além do cenário de consumo, Izalci destacou a necessidade de maior transparência na formação de preços e a fragilidade da logística brasileira, que encarece o produto final. O senador também defendeu a proteção ao pequeno varejo, questionando a disparidade de incentivos fiscais entre os grandes grupos do setor e os pequenos comerciantes locais, que enfrentam desafios crescentes para se manter competitivos diante da elevada carga tributária e da concorrência com plataformas estrangeiras.
Por fim, o senador reafirmou seu compromisso com a geração de emprego e renda como pilares do desenvolvimento do país. “Precisamos valorizar o emprego. Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas estão sobrevivendo com programas sociais porque não há oferta suficiente de postos de trabalho dignos. O governo precisa enxergar o empresário como um aliado e criar condições reais para que possamos retomar o crescimento econômico e garantir mais dignidade à nossa população”, concluiu.

