Senador Izalci Lucas Defende Voto Impresso na CCJ: “O que não é auditável não é confiável”

postado em: agosto 20, 2025por:

Em pronunciamento na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Izalci Lucas argumenta que o voto impresso é essencial para garantir a auditoria e a confiança da população no processo eleitoral.

 

O Senador Izalci Lucas participou da 24ª sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para discutir a questão do voto impresso. Em seu pronunciamento, defendeu a importância do voto impresso como forma de assegurar a auditoria e a confiabilidade do processo eleitoral.

“Meus colegas, eu, como auditor – e participei desde 2015 dessa questão das urnas –, quero dizer para vocês o seguinte: o que não é auditável não é confiável”, – afirmou o senador.

Ele também rebateu o argumento de que o voto impresso poderia ser usado para influenciar o eleitor:

“Não há manipulação em nada; é só para você realmente ter condição de fazer auditoria, que é importante e vai, de fato, tirar essa dúvida que a população tem.” – declarou.

O debate sobre o voto impresso não é novo no Brasil: vem desde o início dos anos 2000, quando ocorreram os primeiros testes com impressoras acopladas às urnas eletrônicas.

Em 2015 o Congresso chegou a aprovar uma lei tornando o voto impresso obrigatório, mas a medida foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob alegação de riscos ao sigilo do voto.

Para defensores da proposta, como o senador Izalci Lucas, o voto impresso não significa retroceder, mas, sim, garantir uma ferramenta adicional de transparência. A ideia é de que o comprovante físico não substitua a urna eletrônica, mas sirva como respaldo em eventuais recontagens ou auditorias independentes, fortalecendo a confiança popular no processo eleitoral.

Nesse sentido, a defesa do senador ganha relevância ao reforçar um princípio básico da democracia: um sistema eleitoral precisa não apenas ser seguro, mas também ser visto como seguro pela população.

Como destacou Izalci, “o que não é auditável não é confiável”, deixando claro que o debate sobre o voto impresso é, acima de tudo, uma discussão sobre credibilidade e confiança institucional.