Izalci Lucas denuncia desvio no programa Pé-de-Meia com uso de dados de pessoas mortas
Senador criticou a total ausência de controle do governo federal no programa, criado pelo governo Lula para fazer politicagem e angariar votos
O senador Izalci Lucas (PL-DF) subiu à tribuna do Senado Federal, nesta segunda-feira (25), para denunciar as graves irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no programa Pé-de-Meia, do governo federal. O senador destacou que o relatório do órgão de controle revela fatos alarmantes, como o uso de dados de cidadãos já falecidos para permitir o desvio de dinheiro público.
“O governo Lula criou o programa social usando nossas crianças e adolescentes para fazer politicagem e ganhar votos. E, como se tudo isso já não fosse grave o suficiente, ainda permitiu que pessoas se aproveitassem de gente morta para desviar dinheiro público”, repudiou o senador, lamentando que a conta do prejuízo, mais uma vez, seja paga pelo contribuinte.
De acordo com os dados apresentados por Izalci, cruzamentos de informações com a Receita Federal e cartórios revelaram mais de 4,8 mil registros irregulares, incluindo pessoas que já haviam falecido antes mesmo da criação do programa, em 2024. O senador rechaçou qualquer hipótese de erro casual, lembrando que o TCU determinou o bloqueio preventivo de R$ 6 bilhões do programa devido ao “risco tangível de fraude” e ao “vazamento massivo de recursos federais”.
Além dos pagamentos a pessoas mortas, o senador apontou distorções absurdas na execução do Pé-de-Meia, como municípios que registram um número de beneficiários até 200% maior do que o total de matrículas reais. “Tem mais gente recebendo dinheiro do que aluno matriculado. Essa conta não fecha”, criticou.
Segundo o relatório citado por Izalci, mais de 12,8 mil estudantes recebem o benefício de forma irregular. Para o senador, o governo federal criou uma “gambiarra” orçamentária que contornou as leis aprovadas pelo Congresso Nacional e abriu as portas para a corrupção ao ignorar cruzamentos básicos de dados dentro da própria estrutura do Estado.
Izalci ressaltou que a verdadeira transformação da educação não se faz com repasses sem fiscalização, mas, sim, com investimentos reais no setor. “Para mantermos as crianças na escola, precisamos investir nos professores e na infraestrutura”, ponderou, defendendo que os recursos da educação sejam aplicados onde, de fato, geram oportunidades e futuro para os jovens.

