Izalci Lucas apoia inclusão de bolsistas de pesquisa na Previdência Social

Senador reafirmou seu compromisso com o PL 1721/2026, que está no Senado e beneficia cerca de 150 mil profissionais

O senador Izalci Lucas (PL-DF) reuniu-se, nesta terça-feira (14), no Senado Federal, com um grupo de estudantes e pesquisadores bolsistas, representados por associações de pós-graduandos. Na ocasião, o senador reafirmou seu apoio integral ao Projeto de Lei (PL) n° 1721/2026 (antigo PL 2950/2015), que garante a inclusão dos bolsistas de pesquisa como segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social.

Durante o encontro, os estudantes destacaram a vulnerabilidade da categoria, que atualmente não possui cobertura previdenciária, apesar da dedicação exclusiva exigida pela maioria dos programas de mestrado e doutorado. O texto corrige essa lacuna histórica na política científica brasileira e beneficia cerca de 150 mil profissionais, garantindo a eles direitos como aposentadoria, licença-maternidade e auxilio-doença.

Para Izalci, que foi secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal por dois mandatos, o investimento no setor é a base para o crescimento do país. O senador criticou o baixo valor das bolsas, citando que pesquisadores de mestrado e doutorado recebem, respectivamente, cerca de R$ 2.100 e R$ 3.100. “Lutamos há anos para aumentar esses valores. Quem é que sobrevive hoje com R$ 2.100 tendo dedicação exclusiva e sem poder ter outro vínculo?”, questionou o senador.

O projeto, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, chega agora ao Senado com o respaldo do senador. Izalci destacou que a aprovação é uma questão de justiça social e reconhecimento aos profissionais que constroem a inovação no Brasil. ​”Podem contar comigo 100%. Eu sei da importância dessas bolsas e do investimento em ciência, tecnologia e inovação. A gente só consegue desenvolver o país valorizando quem constrói essa ciência, então meu apoio é total”, garantiu Izalci aos jovens pesquisadores.

Conforme o projeto de lei, o período de formação científica financiado por agências oficiais de fomento — a exemplo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) — passará a ser reconhecido como tempo de contribuição.