“Caso Master é mais um para a conta do PT”, alerta Izalci Lucas
Em discurso, senador revelou as conexões entre o presidente Lula, Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes
Em discurso no Plenário do Senado Federal nesta terça-feira (3), o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) é um novo capítulo na “roubalheira” do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Caso Master é mais um para a conta do PT”, declarou.
De acordo com o senador, a operação de R$ 16 bilhões, que inicialmente prometia expandir o Banco de Brasília (BRB), escondeu a aquisição de “títulos podres” e revelou conexões entre o presidente Lula, o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Izalci Lucas questionou a transparência das relações institucionais ao citar reuniões fora da agenda oficial entre Lula e Vorcaro, que também contaram com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “Sabe quem esteve também com o presidente do Banco Central para falar da compra do Banco Master? Ele mesmo, Alexandre de Moraes”, revelou.
Inclusive, o senador destacou o contrato feito entre o Master e o escritório da esposa de Moraes, de R$ 129 milhões anuais, para atuar em uma única causa. “O negócio pode até ser legal, mas é imoral e antiético”, afirmou.
Izalci ainda denunciou que o líder de governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), teria atuado para garantir na instituição um emprego de R$ 1 milhão por mês ao ex-ministro do governo Lula Guido Mantega. Sem contar o contrato com a instituição de R$ 5 milhões de Ricardo Lewandowski, que é ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça do governo Lula. “Pensei que não tinha como ficar pior, mas pode confiar que nessa hora o PT sempre surpreende”, ironizou o senador.
CPMI do INSS e “Lulinha”
Além do caso Master, o senador Izalci Lucas reforçou a urgência dos trabalhos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga um dos maiores rombos da história da previdência brasileira.
O foco atual da comissão é a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República. Denúncias apresentadas pelo senador indicam que Lulinha seria beneficiário de uma “mesada” paga pelo esquema que teria retirado bilhões de reais dos aposentados.
“É triste falar sobre isso, mas não tem jeito de ser diferente. O dinheiro dos nossos aposentados foi usado para alimentar esquemas de corrupção. Não vamos descansar até que a leitura da CPMI do Banco Master seja feita e que todos esses personagens, do INSS ao Master, respondam pelos seus atos”, concluiu Izalci.

