Izalci Lucas questiona como a Educação Digital vai preparar estudantes para a era da IA
Especialistas apontam avanços na Política Nacional de Educação Digital, mas reconhecem a necessidade de fortalecer o letramento digital, a formação docente e a visibilidade da IA nas escolas.
Em audiência conjunta das comissões de Educação e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática, o senador Izalci Lucas chamou atenção para dados categóricos:
“93% das crianças e adolescentes brasileiros entre nove e 17 anos estão conectados à internet […] esse uso maciço de tecnologia não se traduz em competências digitais críticas. Apenas 37% sabem verificar a veracidade de informações online, mais da metade nunca recebeu instrução sobre navegação segura, e a maioria apresenta dificuldade de identificação de fontes confiáveis. Poucos têm consciência de que interagem com a inteligência artificial ou compreendem como seus dados são utilizados.” – alertou.
A partir dessa realidade, o Senador questionou como a Política Nacional de Educação Digital (PNED) pretende formar jovens capazes de navegar e questionar criticamente o mundo digital — e como prepará-los para entender os algoritmos e a IA de forma consciente.
A PNED criou o arcabouço legal e técnica (conectividade via Enec, cursos, referenciais, assessorias), mas ainda há pouca ênfase em tornar os sistemas de IA visíveis e explicáveis nas aulas.
A atuação do Senado, por meio de projetos que tratam de educação midiática (PL 1010/2025) e regulamentações (PL 2628/2022), reforça que essa agenda segue em construção.

