Izalci Lucas denuncia esquema bilionário e gestão fraudulenta no BRB: “Não é coincidência. É método”

Senador afirmou que os problemas na instituição não são falhas isoladas, mas sim, parte de um “método de gestão”

Em discurso no Plenário do Senado nesta segunda-feira (6), o senador Izalci Lucas (PL-DF) denunciou o padrão de irregularidades na gestão do Banco de Brasília (BRB). Com base em fatos recentes e investigações em curso, o senador afirmou que os problemas na instituição não são falhas isoladas, mas sim, parte de uma estratégia que privilegia interesses privados contra o patrimônio público. “Não é coincidência. É método”, alertou.

Izalci destacou que a crise no banco já vinha sendo sinalizada internamente. Segundo o senador, uma superintendente de compliance — área responsável pela fiscalização — admitiu a existência de esquemas onde pessoas estavam “levando dinheiro”. “Eu repito: levando dinheiro. E o que foi feito? Nada. Não teve investigação, não teve apuração, não teve transparência. Eu pergunto: isso é falha ou é proteção?”, questionou.

O senador também chamou a atenção para o ambiente de trabalho degradante relatado por funcionários do BRB, que enfrentaram pressão e assédio, chegando ao ponto de adoecerem e trabalharem “à base de remédio” enquanto os recursos do banco sumiram. O ponto central da denúncia envolve a Polícia Federal (PF), que abriu investigação por possível gestão fraudulenta dentro do banco.

O senador mencionou operações bilionárias envolvendo o Banco Master, questionando a legitimidade e as decisões políticas por trás de tais valores. Izalci ironizou o fato de que, meses atrás, a narrativa oficial era de que o BRB “ensinaria governança e compliance” ao Banco Master. “Hoje, o que temos é investigação por fraude e afastamento de dirigentes. Quem ia ensinar quem? Isso é um deboche com a população”, criticou.

Ao enumerar a sequência de eventos, como denúncias ignoradas, auditorias internas apontando responsáveis e a intervenção da PF, Izalci concluiu que existe um “método de gestão” deliberado na condução do banco, e reforçou que o BRB pertence ao povo do Distrito Federal e não a grupos políticos. “Quem mexe com o dinheiro do povo tem que responder, responder politicamente, responder administrativamente e, se for o caso, responder na Justiça. Porque não dá mais para aceitar isso como normal.”