Izalci Lucas denuncia atraso na obra da UBS da Estrutural: “Governo deu calote”

Senador classifica a situação como “incompetência e falta de prioridade” da atual gestão do GDF

Em visita às obras da futura Unidade Básica de Saúde (UBS) da Estrutural, o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o abandono da construção na Quadra 8 do Setor Oeste. Mesmo com o repasse de R$ 13,8 milhões feito pelo senador, a obra está praticamente paralisada, com apenas 50% concluída, acumulando atrasos no pagamento de fornecedores. “Infelizmente, o governo deu um calote nas empresas, porque o dinheiro está lá. Desviaram o dinheiro”, denunciou Izalci.

O senador classificou a situação como “incompetência e falta de prioridade” da atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo Izalci, os recursos foram liberados em etapas estratégicas para garantir que a população não ficasse desassistida. Apesar dos repasses, a empresa responsável pela execução da obra relatou ao senador que está há três meses sem receber do GDF. Dos R$ 13,8 milhões enviados, apenas R$ 3 milhões teriam sido efetivamente repassados à construtora.

“A governadora diz que saúde é prioridade, mas, aqui na Estrutural, uma cidade importante que precisa de apoio na área, o governo praticamente parou a obra”, afirmou o senador. “Dinheiro para a publicidade eles têm, aumentando em R$ 50 milhões o contrato. Já aqui, onde o recurso foi recebido, não estão pagando os fornecedores. A Estrutural merece a atenção do governo”, desabafou Izalci.

A região administrativa é uma das que mais carecem de equipamentos públicos e assistência básica à saúde. A nova UBS foi projetada para atender cerca de 10 mil pessoas por mês. A previsão de entrega era para junho, prazo que claramente não será cumprido devido ao ritmo lento dos trabalhos.

Para o senador, interromper uma obra de tamanha relevância social é um ato de irresponsabilidade com a vida dos cidadãos. Diante das irregularidades, Izalci prometeu que levará o caso aos órgãos responsáveis. “Vamos ao Ministério Público para cobrar onde foi parar esse dinheiro. O recurso está lá, mas foi retirado da saúde e não aplicado aqui. Saúde deveria ser prioridade total, mas, infelizmente, não é neste governo”, lamentou.