Izalci Lucas cobra urgência na votação do PL da Dosimetria
Senador defendeu que tenha ajustes na matéria e que ela seja apreciada na próxima sessão
Em discurso no Plenário nesta terça-feira (16), o Senador Izalci Lucas (PL-DF) cobrou a votação urgente do projeto de lei (PL) da Dosimetria (PL 2.162/2023), com ajustes no texto, e defendeu que a matéria seja apreciada pelo Plenário já na próxima sessão.
A previsão é que o projeto seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (17), às 9h. Porém, o receio do parlamentar é que o texto aprovado na Câmara dos Deputados saiu do escopo de atender somente os acusados pelo 8 de janeiro, podendo beneficiar também condenados por crimes não relacionados diretamente aos atos daquele dia, desde tráfico até corrupção.
“Nós vamos corrigir o texto, que de fato há possibilidade de interpretações, para ficar claro que essa diminuição de pena, ou dosimetria, ou anistia parcial, possa ser aprovada na sessão de amanhã (17)”, informou Izalci Lucas. “Nós temos o compromisso de votar essa matéria. Espero que não haja nenhum artimanha para adiar a votação desse projeto”, ressaltou.
Ao comentar o cenário político relacionado à matéria, o Senador pontuou que o Governo Federal poderia ter evitado o 8 de janeiro, mas optou por não fazer isso. “O Governo Federal poderia ter evitado e não evitou porque tinha interesse nessa narrativa que foi construída”, disse.
Ele lembrou ainda que tanto não houve golpe que o ex-presidente Jair Bolsonaro nomeou o ministro da Defesa e os representantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha a pedido do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
“O ministro da Defesa [José Múcio] disse claramente que foi uma baderna, que não existe golpe sem armas”, destacou o Senador. “Houve quebradeira, sim, mas quantas quebradeiras já ocorreram aqui que eu assisti? Botaram fogo no Ministério de Relações Exteriores, quebraram o Ministério da Educação, o Ministério da Agricultura, botaram fogo na Câmara e aí era baderna. Agora não, 8 de janeiro foi golpe”, ironizou.

