Izalci Lucas cobra esclarecimentos do governo e aponta favorecimento a grupos empresariais
Senador questiona decisões sobre meio ambiente, INSS, importações e setor elétrico, e pede investigação de órgãos de controle.
Em discurso no plenário do Senado nesta quarta-feira (26), o senador Izalci Lucas fez uma série de críticas ao governo do PT e pediu que diversos atos recentes do Executivo sejam investigados por órgãos de controle como TCU, Ministério Público Federal e Polícia Federal.
O parlamentar relacionou decisões de diferentes áreas — meio ambiente, Previdência, relações comerciais e energia — a possíveis favorecimentos ao grupo empresarial J&F. Izalci afirmou que há “conexões preocupantes” entre mudanças regulatórias e interesses privados.
O Senador questionou a recente decisão que classificou a tilápia como espécie exótica invasora em determinados biomas brasileiros. Segundo ele, essa mudança pode impactar a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, abrir espaço para empresas com operações transnacionais no setor de pescado.
Izalci afirmou que é necessário detalhar quais critérios ambientais embasaram a medida e quais empresas serão beneficiadas ou prejudicadas.
Outro ponto levantado foi a ampliação das autorizações para importação de pescado, especialmente tilápia, proveniente do Vietnã — país que integra o BRICS e cuja representação no banco do bloco é presidida pela ex-presidente Dilma Rousseff.
Para o Senador, é preciso transparência sobre os impactos econômicos dessa abertura comercial e sobre eventuais benefícios a grupos específicos do mercado.
Izalci também criticou o programa Meu INSS Vale+, lançado pelo Ministério da Previdência. Ele alegou que bancos privados teriam cobrado valores indevidos de aposentados ao realizar a antecipação de benefícios.
Segundo o Senador, a prática teria causado prejuízos financeiros a segurados, especialmente idosos, que muitas vezes não compreendem integralmente as regras da contratação.
O parlamentar ainda questionou medidas provisórias recentes relacionadas ao setor elétrico, alegando que algumas decisões podem favorecer empresas com grande capacidade de lobby, especialmente em contratos de geração e transmissão de energia.
Izalci disse que encaminhará ofícios a órgãos de fiscalização e controle para que todas as decisões citadas sejam analisadas com profundidade, destacando que seu objetivo é garantir que “o interesse público prevaleça”.
“O que estamos vendo é um conjunto de decisões que precisa ser esclarecido. É dinheiro público, é impacto na vida dos aposentados, dos consumidores e dos trabalhadores brasileiros.” – afirmou.

