“Blindar é uma ofensa aos aposentados e pensionistas”, critica Izalci Lucas na CPMI do INSS

Para o senador, base do governo prejudica diretamente os mais afetados nos desvios

Durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta quinta-feira (12) para votar requerimentos de convocações, o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a resistência da base do governo em convocar testemunhas essenciais para o avanço das investigações. Para o senador, o bloqueio sistemático de depoimentos e a negação de quebras de sigilo bancário são uma verdadeira blindagem aos investigados, prejudicando diretamente aqueles que dependem do INSS. “Blindar ou votar contra esses requerimentos é, no mínimo, uma ofensa aos aposentados e pensionistas”, afirmou.

Um exemplo citado pelo senador foi as manobras para impedir o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a CPMI, Izalci Lucas denunciou o que chamou de “blindagem clara” de uma figura considerada pelo senador como “essencial” para o avanço das investigações sobre o suposto desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

Para Izalci, as evidências colhidas até o momento são contundentes e apontam para um esquema de repasses milionários. O senador citou o envolvimento deo empresário Edson Claro e as suspeitas de pagamentos mensais de R$ 300 mil, que teriam totalizado R$ 25 milhões destinados a Lulinha.

“Temos fotografias, documentos de passageiros e provas de viagens conjuntas para Portugal. É batom na cueca, não tem como negar”, afirmou o senador, reforçando que a quebra de sigilo bancário de Roberta Luchsinger é fundamental para rastrear o destino final do dinheiro.

O senador também ligou os recursos investigados ao custeio do Sítio de Atibaia. Segundo Izalci, o fluxo financeiro envolveria doações feitas por Lula que, posteriormente, eram repassadas para figuras como o empresário Jonas Suassuna. “Eles fazem essa blindagem porque é evidente que na conta do Lulinha foram encontrados recursos que, dizem, eram doações. Precisamos mostrar claramente o volume de recursos que foi desviado dos aposentados”, pontuou o senador.

Izalci Lucas reiterou que continuará pressionando pela transparência e pela convocação de todos os envolvidos, assegurando que o foco da CPMI deve permanecer na recuperação do patrimônio desviado e na punição dos responsáveis pelo rombo na previdência.