Senadores se acorrentam no plenário e exigem pauta do impeachment de Alexandre de Moraes: “Não sairemos até sermos ouvidos”
Em entrevista ao programa Frente a Frente, da Rede Vida, o senador Izalci Lucas criticou novamente a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e cobrou uma postura mais firme do Senado frente aos “abusos de autoridade” cometidos pelo Judiciário.
Izalci afirma que o Supremo tem extrapolado suas funções constitucionais, adotando decisões monocráticas e restritivas, especialmente no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo sem condenação, está em prisão domiciliar. “Aliás, ontem mesmo eu dei uma entrevista e estava criticando essa decisão de não permitir nem a visita da família ao presidente Bolsonaro. Isso não existe. […] Nós queremos o fim desse ativismo judicial, dessas decisões ilegais, inconstitucionais.”
O senador também apontou seletividade nas decisões do STF, citando o tratamento distinto entre os casos do senador Marcos do Val e do deputado Aécio Neves. Segundo ele, o Senado não pode continuar omisso diante dessas práticas. Ele lembrou que mais de 60 pedidos de impeachment de ministros do Supremo estão parados, sem sequer leitura em plenário, o que considera uma omissão grave do presidente do Senado.
“Olha, o que nós estamos fazendo é exatamente cumprindo o nosso papel constitucional. O Senado tem a obrigação de cumprir a Constituição. Quando um ministro do Supremo comete crime de responsabilidade, cabe ao Senado tomar providência.”
Izalci defendeu a continuidade da obstrução legislativa como forma legítima de pressionar os presidentes do Senado e da Câmara a apreciar esses pedidos, reforçando que essa não é uma ação partidária, mas suprapartidária, com apoio de mais de 200 deputados federais. “Mais de duzentos deputados também estão fazendo obstrução na Câmara. […] Isso não é um movimento só da oposição ou de um partido; é um movimento suprapartidário. […] Não podemos nos calar diante de tanta arbitrariedade.”
Ele reafirmou que o movimento é pacífico, democrático e visa garantir o cumprimento da Constituição e o restabelecimento do Estado Democrático de Direito.

