Senador Izalci critica nova retirada da Lei do Bem da pauta e cobra prioridade para inovação no Brasil
Em reunião de Comissão de Assuntos Econômicos desta terça-feira, o senador Izalci Lucas lamentou a retirada, pela quinta vez, do projeto que moderniza a Lei do Bem da pauta de votações.
A proposta visa ampliar os incentivos fiscais à pesquisa, inovação e tecnologia, beneficiando também startups, micro e pequenas empresas, além de companhias enquadradas no regime de lucro presumido.
Durante sua fala, Izalci destacou que o Brasil precisa seguir o exemplo de países desenvolvidos, que investem de forma estratégica na área tecnológica. Segundo o parlamentar, o retorno econômico desses incentivos é comprovadamente maior do que o custo para o Estado.
“Na área de ciência e tecnologia, a cada R$ 1 investido há um retorno de R$ 5 para o país. Não podemos continuar adiando um projeto que é estratégico para o nosso desenvolvimento”, afirmou.
O senador alertou para a necessidade de se pensar em políticas públicas de longo prazo e não apenas em medidas imediatistas.
“Infelizmente, muitos ainda pensam apenas na próxima eleição, e não na próxima geração. Isso mantém o Brasil atrasado em setores fundamentais para sua competitividade”, disse.
A Lei do Bem é considerada um marco para o incentivo à inovação no Brasil, mas atualmente beneficia apenas grandes empresas. A proposta defendida por Izalci busca democratizar o acesso aos incentivos, fortalecendo a competitividade e a modernização da economia nacional.
O Senador defende que o debate sobre o impacto da proposta seja aprofundado para viabilizar sua aprovação. A matéria deve ser discutida na próxima semana.
“Quem é a favor da inovação e da tecnologia deve votar favorável. Quem é contra, vote contra. Mas não podemos ficar adiando, indefinidamente, um projeto tão importante para o país”, concluiu.

