Na entrega do relatório da CPMI do INSS ao STF, Izalci Lucas reforça combate à corrupção na previdência

Senador e demais políticos da oposição deram o documento aos ministros Luiz Fux e André Mendonça

Em um movimento decisivo para garantir que as investigações sobre os desvios na previdência social não sejam interrompidas, o senador Izalci Lucas (PL-DF) e demais políticos da oposição entregaram, nesta quarta-feira (15), o relatório técnico da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e André Mendonça.

Mesmo com a não aprovação do relatório final no âmbito da comissão, fruto de articulações políticas do governo para abafar o caso, Izalci destacou que o volume de provas coletadas é robusto demais para ser ignorado pelas autoridades judiciais. “O governo trabalhou muito para enterrar as investigações, mas foi feito um relatório técnico com mais de 200 indiciados, entre eles, o Lulinha. Não protegemos ninguém”, afirmou o senador.

Izalci enfatizou que o trabalho realizado ao longo de sete meses expôs um esquema escandaloso de “roubo à previdência” que vitimou diretamente aposentados e pensionistas. Segundo o senador, o relatório contém nomes, sobrenomes e provas documentais que agora estão sob a guarda do Judiciário e serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

A expectativa da oposição é que as investigações se estendam até 2027, dado o tamanho do rombo e a quantidade de pessoas envolvidas, incluindo figuras do alto escalão político e empresarial. De acordo com o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, confirmou que os dados serão anexados aos inquéritos vigentes, permitindo que a PF amplie as frentes de apuração.

Para Izalci Lucas, a entrega deste documento ao STF é um compromisso com a transparência e com o cidadão brasileiro que contribui para a previdência. “O Judiciário agora tem as ferramentas para tomar as providências necessárias. A parte política pode ter terminado com a tentativa de blindagem no Congresso, mas a justiça será feita”, concluiu o senador.