Izalci Lucas pressiona atual presidente do INSS em CPMI: ‘Quem falhou?”

Senador pontuou uma série de problemas envolvendo os descontos associativos irregulares, e pediu pela prorrogação da comissão

O senador Izalci Lucas (PL-DF) fez uma série de questionamentos ao presidente do INSS, Gilberto Weller, que depôs nesta quinta-feira (5) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para tratar dos descontos associativos irregulares. “Qual foi o alerta do sistema? Falhou? Ou quem falhou foi o próprio INSS, ou alguém lá do INSS?”, questionou o senador.

Waller respondeu que a fiscalização dos consignados não existia e começou apenas em abril de 2025. Para Izalci, o Partido dos Trabalhadores (PT) tenta vender a ideia que o problema foi “herdado” e por isso perguntou sobre as soluções reais dadas pela gestão atual do INSS para impedir o roubo e se Weller foi pressionado por autoridades do governo federal sobre o esquema.

O senador também questionou o aumento nas filas de aposentados em até 3 milhões de pessoas, as reuniões fora da agenda oficial entre o presidente Lula e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sobre os contratos fraudulentos de empréstimos a crianças e a pessoas que já morreram. “Eles roubaram dinheiro usando até mesmo crianças com deficiência”, criticou Izalci.

Outro problema apontado pelo senador é com relação ao rombo causado por irregularidades em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, que pode ser ainda maior do que o dos descontos associativos nos benefícios. Dada a complexidade do tema, cujo rombo estima-se na casa dos bilhões, Izalci acredita que será necessário prorrogar o funcionamento da CPMI do INSS.

“Temos que prorrogar a CPMI, porque em um mês não dá para fiscalizar os consignados. Tem que prorrogar, pelo menos, por mais 60 dias. Tem mais de 200 assinaturas solicitando a prorrogação”, advertiu.

Mas antes mesmo de tratarem dos consignados, Izalci avalia que é preciso ouvir mais depoentes envolvidos nas investigações sobre os descontos associativos, como o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e seu irmão Frei Chico, que de frei não tem nada. “É necessário encerrar essa etapa primeiro, para seguirmos com os consignados”, ponderou.