Izalci Lucas e Sebastião Coelho lideram “Grande Caminhada” com mais de 1 mil manifestantes

Evento no centro de Brasília, neste domingo (18), reuniu a população contra os abusos de poder do STF e pela liberdade de Jair Bolsonaro

Mais de 1 mil pessoas participaram na capital federal, neste domingo (18), da “Grande Caminhada” liderada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e o ex-desembargador Sebastião Coelho, que teve início no Eixão Sul e terminou na entrada do Banco Central. Sob palavras de ordem como “Bolsonaro livre”, “Fora Moraes” e “Transparência no Banco Master”, a mobilização reuniu o povo para manifestar sua indignação contra os abusos de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Durante o ato, Izalci alertou que a mudança no Brasil só ocorrerá com a pressão popular. “A população tem que vir para a rua. Não dá pra ficar acomodado em casa vendo o que está acontecendo com o Brasil. A forma de parar com tudo isso é com o povo na rua”, afirmou o senador.

Ele reforçou que o Senado Federal é a instituição constitucionalmente responsável por fiscalizar e frear eventuais abusos, especialmente em relação às recentes decisões dos ministros do STF Alexandre de Moraes e José Antônio Dias Toffoli. “Só o Senado pode resolver essa situação”, avaliou.

​Izalci criticou duramente o sigilo imposto por Toffoli às investigações sobre o Banco Master e a proibição de acesso a dados que envolvem figuras do alto escalão da República, mencionando a necessidade de transparência e de uma atuação independente da Polícia Federal (PF). Para o senador, a omissão da população neste momento pode consolidar um cenário de insegurança jurídica e política, sendo fundamental que o povo saiba em quem votar nas eleições de 2026, escolhendo representantes que não tenham “rabo preso”.

​Outro ponto central da manifestação foi a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Izalci classificou a transferência de Bolsonaro para a “Papudinha”, feita por Moraes, como um “ato de vingança” e uma “crueldade”, citando as delicadas condições de saúde do ex-presidente após nove cirurgias. O senador defendeu que Bolsonaro deveria cumprir prisão domiciliar, dada a distância do Complexo Penitenciário da Papuda de centros hospitalares e a falta de estrutura para atendimentos de emergência 24 horas na unidade.

​A caminhada encerrou-se com um chamado à conscientização nacional. Além de lutar pela liberdade e pela dignidade humana do ex-presidente, o movimento busca despertar o cidadão para a gravidade do momento institucional. Izalci Lucas reafirmou seu compromisso em cobrar uma postura mais ativa dos demais senadores após o recesso parlamentar, com o objetivo de restaurar a normalidade democrática no Brasil.