Izalci Lucas denuncia “vingança pessoal” e aciona comissão internacional para garantir saúde de Bolsonaro
Senador destacou que petição internacional tem vídeos, pareceres e laudos que demostram a condição do ex-presidente
O senador Izalci Lucas (PL-DF) subiu o tom contra o que classifica como “vingança pessoal” e falta de humanidade no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Izalci protocolou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada a Organização dos Estados Americanos (OEA), uma medida cautelar para garantir que Bolsonaro tenha direito à prisão domiciliar humanitária, alertando que a situação atual é de “extrema gravidade”.
Izalci destacou que a petição internacional é acompanhada de vídeos, pareceres técnicos e laudos que demonstram as condições às quais Bolsonaro está submetido enquanto permanece sob custódia na Polícia Federal (PF).
“O que está acontecendo parece uma vingança pessoal”, afirmou Izalci, direcionando críticas à postura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele revelou que Bolsonaro sofreu recentemente uma queda na cela e bateu a cabeça, mas o socorro hospitalar imediato foi dificultado.
O senador detalhou o quadro clínico crítico do ex-presidente, que aos 70 anos carrega as sequelas de nove cirurgias e sofre com problemas respiratórios, convulsões e episódios constantes de soluços que não foram resolvidos por procedimentos anteriores. Também denunciou as condições insalubres do local de detenção, mencionando um barulho insuportável de climatização que impede o descanso de Bolsonaro.
Além disso, Izalci lembrou da morte de Cleriston Pereira da Cunha, o “Clezão”, que faleceu no sistema prisional após alertas médicos serem ignorados. “A morte do Cleriston poderia ter sido evitada se houvesse assistência médica. É exatamente o que estamos pleiteando agora: que a vida prevaleça sobre a política”.
Izalci informou ainda que, além da OEA, também protocolou um ofício junto à Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) para reforçar o pedido de assistência. Ele criticou a proibição de visitas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que tentou avaliar o estado de saúde do ex-presidente e foi impedido.
“O Brasil tem acordos internacionais de direitos humanos que precisam ser cumpridos. Não é apenas uma questão política, é uma questão de sobrevivência para um cidadão de 70 anos em condições de saúde gravíssimas”, concluiu o senador.

