Izalci Lucas denuncia ameaças a parlamentares e defende renovação em 2026: “Só o Senado pode parar o Supremo”
Para o Senador, a pressão exercida por membros do STF sobre o Legislativo extrapolou os limites institucionais
O Senador Izalci Lucas (PL-DF) subiu o tom contra o que classificou como “interferência” do Supremo Tribunal Federal (STF) nas prerrogativas do Congresso Nacional. Em entrevista nesta terça-feira (23) ao podcast de Claudio Dantas, Izalci denunciou que ministros da Suprema Corte chegaram a intimidar senadores durante votações cruciais, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas, e avaliou: “Só o Senado pode parar o Supremo”.
Segundo Izalci, a pressão exercida por membros do STF sobre o Legislativo extrapolou os limites institucionais. O Senador revelou que, em momentos de deliberação, houve contatos diretos de ministros da Suprema Corte com o intuito de influenciar o resultado de votos por meio de ameaças.
“Hoje os ministros [do STF] chegam a ameaçar os senadores e deputados em votações. Quando fomos votar, por exemplo, o fim das decisões monocráticas, teve ministro ligando para senador ameaçando. Então, acabam votando contra”, revelou.
O Senador não poupou críticas à condução da presidência do Senado na gestão do Senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para Izalci, ela foi uma “lástima” em termos de reação institucional. Ele sugeriu que interesses pessoais, como uma possível indicação ao próprio STF, podem ter comprometido a independência da Casa.
“O Supremo exagerou. Extrapolou realmente a interferência no Senado. Não sei se o Pacheco tinha interesse, com compromisso de ir ao Supremo, e acabou cedendo muito. Na última gestão do Pacheco, foi uma lástima. O Supremo fazendo o que fez e não houve nenhuma reação concreta”, pontuou.
A solução que enxerga como o “freio” necessário no Judiciário passa obrigatoriamente pelas urnas em 2026. O Senador defende que a população eleja representantes “sem rabo preso” e sem processos na Justiça, para que tenham autonomia de votar processos de fiscalização do STF sem medo de retaliações. “Por isso, um dos nossos objetivos é fazer maioria no Senado em 2026”, disse Izalci.
Além da renovação de cadeiras, o Senador defende uma agenda de reformas urgentes para o Judiciário, que incluem:
– Mandatos com tempo determinado para ministros do STF (fim do cargo vitalício);
– Mudança no critério de escolha, com a possível adoção de lista tríplice para evitar indicações puramente políticas;
– Limitação definitiva de decisões monocráticas que anulam atos dos outros Poderes.

