Izalci Lucas defende valorização das forças de segurança e diz que “não há saída para o Brasil sem investimento em educação”
Em discurso no Senado, parlamentar cobrou agilidade na aprovação do PLN 30 e criticou a burocracia que impede reajustes salariais e concursos para policiais, bombeiros e agentes do DF.
O Senador Izalci Lucas voltou a defender a valorização dos profissionais da segurança pública do Distrito Federal e criticou a defasagem salarial enfrentada por policiais civis, militares e bombeiros desde 2015. O parlamentar cobrou urgência na aprovação do PLN 30, que trata do reajuste das forças de segurança, e lamentou a demora burocrática que trava medidas já previstas no orçamento.
Segundo ele, a falta de autonomia do DF para gerir suas próprias corporações é um problema histórico.
“A Constituição de 1988 estabelece que cabe à União organizar e manter as polícias e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, mas desde que passamos a eleger governador, em 1990, o DF deveria ter a mesma autonomia dos demais estados para realizar concursos e conceder reajustes”. – explicou.
Izalci também manifestou solidariedade aos familiares dos quatro policiais mortos recentemente em operação no Rio de Janeiro, e criticou declarações do presidente da República que, desvaloriza o trabalho das forças de segurança.
Para o Senador, a crise da segurança pública só será superada com investimento contínuo em educação e qualificação profissional.
“Não existe saída para a segurança, nem para a economia, sem investir em educação. Nossos jovens precisam estar na escola em tempo integral e sair do ensino médio com uma profissão”. – afirmou.
Izalci destacou ainda que o Brasil está muito atrás de outros países no número de jovens com formação técnica.
“Hoje, menos de 10% dos jovens fazem curso técnico, enquanto no mundo essa taxa já passa de 50%. Sem oportunidade e qualificação, muitos acabam sendo capturados pelo tráfico”. – alertou.
O parlamentar reforçou seu compromisso com a valorização das forças de segurança e com políticas que integrem educação e empregabilidade como instrumentos de prevenção à violência.

