Izalci Lucas defende pautas no Congresso e cobra ação do Senado após articulação com líderes partidários
Em entrevista ao programa Tarde BandNews, nesta quarta-feira (7), o senador Izalci Lucas comentou os desdobramentos das recentes mobilizações no Congresso Nacional.
Após a liberação da mesa diretora do Senado, parlamentares da oposição entregaram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um documento com 41 assinaturas de senadores solicitando a inclusão de pautas prioritárias na agenda de votações.
Segundo Izalci, a articulação foi feita de forma suprapartidária, com apoio de diversas legendas e após reuniões com líderes das duas Casas Legislativas. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir que temas considerados urgentes e de amplo interesse social avancem no Congresso.
“Essas pautas são muito caras à sociedade. Precisamos pacificar o país” – declarou.
De acordo com o senador, as lideranças chegaram a um acordo sobre quatro temas centrais que devem ser incluídos nas próximas sessões: anistia aos manifestantes do 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado, o caso do Senador Marcos do Val e, por fim, o impeachment do Ministro Alexandre de Moraes.
Durante a entrevista, Izalci também criticou a atuação recente do ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação ao decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Segundo ele, o decreto foi considerado inconstitucional e já havia sido derrubado pelo Congresso antes do recesso.
“Fui o relator do projeto sobre o IOF e o próprio ministro disse que o decreto era inconstitucional. Ainda assim, no recesso, ele convoca os presidentes das Casas para uma audiência de conciliação, como se o Supremo fosse esse órgão de conciliação — o que não é”. – criticou.
A oposição, segundo Izalci, vai seguir mobilizada para garantir que os acordos firmados nas reuniões com os presidentes das duas Casas sejam cumpridos. O compromisso assumido é que, após a votação dos dois projetos — da anistia e do fim do foro privilegiado — na Câmara dos Deputados, as matérias sejam pautadas imediatamente no Senado.
“A expectativa agora é organizar a agenda de votação da próxima semana, com o compromisso do presidente de pautar os temas. Estamos fazendo a nossa parte e vamos continuar vigilantes para que essas propostas sejam votadas”. – concluiu.

