Izalci Lucas critica gestão da saúde no DF e denuncia falta de estrutura para agentes comunitários
Senador afirma que profissionais trabalham “com prancheta na mão” em pleno século XXI e aponta falhas graves na atenção primária.
Izalci Lucas criticou o governo do Distrito Federal e à gestão da saúde pública. Diante de agentes comunitários de saúde que acompanhavam sessão no plenário, o parlamentar afirmou que o sistema carece de estrutura básica, tecnologia e gestão eficiente.
Izalci ressaltou que muitos grupos de agentes no DF operam com número reduzido de profissionais — equipes que deveriam ter seis trabalhadores funcionariam com apenas dois. Ele também criticou o uso de formulários manuais em plena era digital.
“É inadmissível ver agentes de saúde caminhando com prancheta e lápis na mão em pleno século XXI. Os questionários vão para a gaveta porque ninguém digita, não há integração, não há sistema, não há gestão. Essa saúde do DF não funciona”. – afirmou.
Izalci destacou que o Distrito Federal possui uma das maiores proporções de médicos por habitante do país, mas ainda assim apresenta carência de profissionais nas UBSs, UPAs e hospitais. Para ele, o problema central é a gestão e não a falta de recursos.
Izalci também relembrou denúncias feitas durante a CPI da Covid no DF, da qual foi relator, alegando que “milhões foram roubados” de verbas que deveriam ter sido aplicadas na infraestrutura da saúde.
Quando tratou da área de oncologia, o parlamentar disse que inúmeras pessoas enfrentam meses de espera entre consultas, exames e início do tratamento, o que pode resultar em mortes evitáveis.
“A pessoa passa seis meses para conseguir um clínico geral, mais seis meses para o exame, mais seis meses para o oncologista, e depois espera um ou dois anos para começar tratamento. Isso é desumano”. – declarou.
Izalci também criticou a demora na execução de emendas parlamentares destinadas à saúde, citando especificamente recursos para a construção do hospital do Coração (Centenário), que estaria há anos sem sair do papel.
Ao concluir, o Senador afirmou que o Distrito Federal tem orçamento suficiente para oferecer um serviço de referência, mas falta gestão eficiente e valorização dos profissionais.

