Izalci Lucas celebra prorrogação da CPMI do INSS: “Vitória dos aposentados contra a blindagem”

Para o senador, a complexidade do esquema de fraudes exige mais tempo e rigor nas apurações

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, nesta quinta-feira (26), que a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS é uma vitória crucial para o esclarecimento de crimes que prejudicaram milhões de brasileiros. Para o senador, as tentativas de encerrar o colegiado precocemente demonstram um receio de que as investigações alcancem os verdadeiros responsáveis pelo esquema.

​”Tentaram encerrar antes da hora e não conseguiram. A CPMI ganha fôlego para ir exatamente onde eles não querem que a gente vá”, declarou o senador. Izalci destacou que a resistência ao prosseguimento dos trabalhos é um indicativo claro de irregularidades profundas. “A prorrogação é uma vitória dos aposentados contra a blindagem. Quando começa a aparecer blindagem, é sinal de que eles têm algo para esconder”, ressaltou.

​Segundo o senador, a complexidade do esquema exige tempo e rigor. Até o momento, a comissão ouviu apenas uma instituição financeira, enquanto o universo de investigação que envolve os empréstimos consignados abrange mais de 80 bancos. Izalci reforça que o foco deve ser nas instituições que apresentam o maior volume de reclamações e contratos realizados via biometria sem a devida autorização do aposentado.

​Com a ampliação do prazo, a CPMI pretende aprofundar a análise de contratos suspeitos e identificar falhas sistêmicas que permitiram os descontos indevidos diretamente na folha de pagamento de segurados do INSS. ​”O esquema dos consignados não pode ser tratado de forma superficial. São milhões de aposentados roubados e muitas perguntas sem resposta. Conseguimos tempo, e o tempo é o que vai garantir que a verdade apareça”, pontuou.

​A continuidade dos trabalhos ocorre em um momento que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se mantém ou derruba a extensão do prazo da comissão. O senador explicou que, após o ministro André Mendonça ter estabelecido um prazo de 48 horas para a leitura do requerimento de prorrogação no Senado, o caso seguiu para o plenário da Suprema Corte.