Izalci defende renúncia de ministros do STF e prorrogação da CPMI do INSS

postado em: março 10, 2026por: Tags:

Para o senador, a saída voluntária de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seria o melhor caminho para o país

O senador Izalci Lucas (PL-DF) reafirmou sua postura crítica em relação à atuação de membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu a renúncia dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como uma solução mais adequada para preservar a credibilidade do Supremo, pacificar o cenário institucional e evitar o desgaste de processos de impeachment no Congresso Nacional.

“Nesse caso específico do Alexandre e também do Toffoli, o melhor mesmo para eles é renunciarem, para não ter que fazer o impeachment”, afirmou o senador.

Para Izalci, a ausência de uma legislação que limite o foro privilegiado dos ministros, somado ao receio de represálias por parte do STF, impedem que matérias relacionadas à Suprema Corte avancem com maior celeridade entre os senadores. ​”Tem muita gente aqui que ainda tem medo de votar matérias relacionadas ao Supremo porque são sempre ameaçados”, comentou.

​Apesar do cenário atual de travamento nas pautas que envolvem o STF, o senador mantém a expectativa de mudanças estruturais a médio prazo. Para Izalci, este ano, por ser eleitoral, será o marco decisivo para que o equilíbrio entre os Poderes seja restabelecido, seja através das urnas ou da renovação da coragem política no Congresso Nacional. ​”A expectativa é 2026″, disse o senador.

CPMI do INSS

​Izalci Lucas também definiu como prioridade máxima a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS por mais 60 dias, uma vez que os trabalhos estão previstos para encerrar no dia 28 de março. Na avaliação do senador, o tempo é essencial para avançar na investigação dos empréstimos consignados, um desdobramento que surgiu após as apurações sobre os descontos associativos indevidos.

“Precisamos fechar a questão do ‘Lulinha’ e do Frei Chico – que de frei não tem nada – para entrar fundo nos consignados. São denúncias que podem superar, em gravidade, o que já descobrimos até aqui”, alertou o senador.

Uma reunião com o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está na agenda para formalizar o pedido de extensão do prazo.