CPMI DO INSS: Izalci Lucas pressiona depoente e expõe contradições sobre contrato milionário

postado em: novembro 18, 2025por:

Senador cobra identificação de contador ligado à empresa investigada e depoente tenta omitir.

 

Durante a sessão desta terça-feira (18) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o Senador Izalci Lucas protagonizou um dos momentos mais tensos do dia ao confrontar repetidamente o depoente João Carlos Camargo Júnior, ex-alfaiate que se tornou sócio da empresa MKT Connection, contratada pela Amar Brasil por R$ 24,3 milhões para serviços que, segundo parlamentares, não foram comprovados.

Izalci insistiu diversas vezes para que o depoente revelasse quem era o contador responsável pela MKT Connection e demais empresas relacionadas. João Carlos permaneceu em silêncio na maior parte das perguntas.

A insistência do Senador se baseou no fato de que o contador da empresa — Mauro Palombo — também seria o responsável pela contabilidade da Amar Brasil, levantando suspeitas de interligação direta entre os investigados. Segundo Izalci, o contador teria participação relevante na distribuição de propinas e no esquema de movimentação financeira envolvendo recursos que pertenciam a aposentados lesados.

Após longa sequência de negativas e recusas em responder, João Carlos afirmou ao final, após consulta ao seu advogado, que de fato o contador era Mauro Palombo — informação considerada pública, já que consta em dados da Receita Federal.

O momento provocou reação imediata do presidente da CPMI, Senador Carlos Viana (PODEMOS-MG), que ressaltou que o depoente quase foi preso por falso testemunho.

Izalci também questionou o destino dos valores movimentados pela MKT Connection, incluindo o repasse de R$ 784,5 mil devolvidos à Amar Brasil, e indagou se o dinheiro teria sido usado para compra de bens de luxo ou distribuído como propina. Todas as perguntas foram respondidas com silêncio.

A CPMI segue investigando o esquema de desvio do dinheiro dos aposentados e pensionistas, e pagamentos indevidos envolvendo servidores do INSS, empresas privadas e intermediários.