Izalci Lucas homenageia no Senado a tradição e o talento dos quadrilheiros juninos
Ao celebrar o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino, senador destacou o papel fundamental desses artistas na preservação da identidade cultural brasileira e defendeu o investimento público no setor
A sanfona tocou no Senado Federal nesta sexta-feira (12), em sessão especial proposta pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) para celebrar o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino, comemorado em 27 de junho. Ao som de Luiz Gonzaga, o Plenário da Casa foi tomado por muita dança, saias rodando e alegria junina. Na ocasião, o senador prestou uma homenagem especial aos grupos do Distrito Federal e de todo o Brasil, destacando que as quadrilhas juninas são guardiãs da cultura popular e representam uma das maiores expressões artísticas do país.
Para Izalci, os quadrilheiros são famílias inteiras que organizam toda a sua rotina em torno de um projeto que exige dedicação, força, repetição e talento. “É mais que uma dança e muito mais que uma festa. As quadrilhas juninas são meses de ensaios para minutos de emoção”, afirmou o senador, reforçando que o esforço desses artistas garante que a cultura permaneça viva e que as tradições sejam transmitidas de geração em geração. “Um povo que dança junto permanece unido”, ressaltou.

O senador também enfatizou o nível de excelência alcançado pelos mais de 60 grupos que atuam no DF e levam o nome da capital com orgulho em competições nacionais. Izalci defendeu veementemente que o apoio institucional aos quadrilheiros é indispensável. “Sabemos que a cultura não sobrevive sem políticas públicas. A tradição não se mantém viva sem investimento. A arte não floresce no abandono”, pontuou, ao reforçar a importância de manter investimentos constantes para que os eventos juninos não sofram interrupções.
O criador do Projeto Giro Cultural Tradições Juninas, Patrese Ricardo, reconheceu o apoio do senador Izalci e de outros parlamentares, por meio da destinação de recursos, diante da ausência histórica de políticas públicas para o setor. Segundo ele, os valores repassados ainda cobrem menos de 10% das despesas reais dos grupos com transporte, figurinos e demais custos. Ainda assim, sua iniciativa tem fomentado a prática em diversos locais do DF, alcançando milhares de alunos e levando a dança a escolas, paróquias e comunidades.
Para ele, o quadrilheiro junino cumpre uma relevante missão social por meio da arte. “Um povo sem cultura é um povo sem identidade. E essa identidade que o Giro Cultural vem resgatando, mostrando e deixando marcada na mente dos alunos, dos professores e das pessoas nos lugares onde os grupos se apresentam”, disse Patrese.
Origem
Trazidas ao Brasil pela corte portuguesa no início do século XIX, as quadrilhas nasceram como danças dos salões da elite parisiense e se transformaram, ao longo dos séculos, em uma das mais vibrantes manifestações da cultura popular brasileira. Esse percurso culminou na Lei nº 14.900/2024, que garante às quadrilhas juninas o status de manifestação da cultura nacional.

