Izalci Lucas defende criação de secretaria e fundo para fortalecer o Terceiro Setor 

Para o senador, esse segmento desempenha um papel que o Estado muitas vezes não consegue cumprir com eficiência

Reforçando seu compromisso com as entidades sociais, o senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu a criação de uma Secretaria do Terceiro Setor pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e de um fundo nacional específico para financiar as atividades dessas instituições. As propostas foram apresentadas durante sua participação no “Bate-Papo 3º Setor”, realizado nesta segunda-feira (11) no Centro Universitário Mauá, na Vila Telebrasília.

​Para o senador, o Terceiro Setor desempenha um papel que o Estado muitas vezes não consegue cumprir com eficiência. “Quem está fazendo alguma coisa hoje é o Terceiro Setor e as igrejas. O governo não chega e, quando chega, chega muito mal”, afirmou Izalci, ressaltando a importância de desburocratizar o repasse de recursos e o funcionamento das entidades.

​A proposta de uma Secretaria do Terceiro Setor pretende centralizar e agilizar as políticas públicas voltadas para as organizações da sociedade civil (OSCs). Segundo o senador, a estrutura atual submete as entidades a filtros burocráticos excessivos que, muitas vezes, impedem a execução de recursos parlamentares e projetos essenciais. ​“Precisamos colocar uma secretaria específica para o Terceiro Setor e tirar toda essa burocracia”, destacou.

Sobre a criação do Fundo Nacional de Apoio ao Terceiro Setor (Funats), o objetivo é permitir um fluxo de recursos mais estável e direto para as instituições que prestam serviços à comunidade. Nesse sentido, Izalci já possui uma iniciativa de sua autoria (Projeto de Lei n° 427/2026), que busca aprimorar a gestão dessas entidades, garantindo mais transparência, eficiência e sustentabilidade às organizações sociais que atuam em parceria com o poder público. 

​Pró-DF Social

​Outra frente de atuação defendida pelo senador é a implementação de um “Pró-DF Social”, voltado especificamente para as instituições. A ideia é criar condições semelhantes às oferecidas para empresas, facilitando o acesso a terrenos e infraestrutura para as entidades que atuam em áreas vulneráveis, como as que sofrem com a falta de regularização fundiária.

​“Assim como temos o Pró-DF para as empresas, precisamos ter o Pró-DF Social para as instituições”, ressaltou o senador, mencionando que a regularização de áreas é fundamental para que as OSCs tenham segurança jurídica e possam investir em suas sedes.

​O evento na Vila Telebrasília foi o primeiro do circuito 2026, que percorrerá dez regiões administrativas do Distrito Federal para debater políticas públicas e fortalecer a rede de apoio social na capital.