Izalci Lucas inicia construção do Plano de Governo Rural ouvindo lideranças do DF

Senador baseia-se no princípio de que nada deve ser feito para as pessoas sem ouvi-las

Em um movimento estratégico para consolidar suas propostas ao Governo do Distrito Federal (GDF), o senador Izalci Lucas (PL-DF) reuniu-se nesta segunda-feira (4) com lideranças e produtores do setor rural. O encontro marca o início de uma série de escutas ativas que servirão de base para a elaboração de um Plano de Governo Rural robusto e participativo.

Durante a reunião, Izalci reafirmou sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti e enfatizou que sua metodologia de trabalho, aprendida ao longo de sua trajetória na Câmara dos Deputados e no Senado, baseia-se no princípio de que nada deve ser feito para as pessoas sem ouvi-las. “Não serei eu quem vai desenhar um projeto para a área rural sem ouvir quem está na ponta, conhecendo as dificuldades e os problemas reais. Governar é eleger prioridades, e só fazemos isso com eficiência ouvindo a população”, afirmou Izalci.

O Plano de Governo Rural, segundo o senador, não será apenas uma lista de promessas, mas um cronograma de metas com recursos e prazos definidos. Entre os eixos principais discutidos no encontro, destacam-se: a regularização fundiária; melhorias na infraestrutura para garantir acesso à água, energia e a recuperação de estradas para o escoamento da produção; e mais saúde, educação profissionalizante e segurança.

Contudo, a regularização fundiária se mostrou a principal demanda para o setor. O senador enfatizou que, desde 2017, existe a Lei da Regularização Fundiária, da qual ele foi relator enquanto deputado federal. Izalci criticou a postura arrecadatória do atual GDF e defendeu que o espírito da lei é garantir a escrituração das terras para dar segurança jurídica ao produtor. “Fizemos a lei federal para que o produtor pudesse ter sua escritura a preços justos. O objetivo deve ser escriturar, não arrecadar valores astronômicos que inviabilizam a produção”, pontuou.

Ao final da reunião, o senador solicitou que as lideranças entreguem um documento listando as 50 principais demandas do setor, organizadas por ordem de prioridade. Esse material será validado tecnicamente e transformado em compromissos registrados no plano de gestão.

“Brasília tem um potencial agrícola gigantesco que hoje é subutilizado por falta de apoio governamental. Vamos construir juntos as condições para que o produtor rural viva com dignidade e possa gerar ainda mais riqueza para nossa capital”, concluiu o senador.