Izalci cobra no Banco Central soluções para rombo no BRB: “Quem tem que pagar essa conta é quem desviou”

Senador buscou esclarecimentos sobre as medidas de fiscalização e punição aos envolvidos na má gestão

Em um movimento decisivo para cobrar responsabilidades sobre a crise financeira que atinge o Banco de Brasília (BRB), o senador Izalci Lucas (PL-DF) reuniu-se, nesta quinta-feira (19), com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O senador buscou esclarecimentos sobre as medidas de fiscalização e punição aos envolvidos na má gestão e nas supostas irregularidades que geraram prejuízos bilionários à instituição. “Não podemos aceitar que a população pague essa conta. Quem tem que pagar é quem desviou, quem fraudou”, afirmou.

Na saída do encontro, Izalci não poupou críticas à blindagem que, segundo ele, tem protegido quem está à frente do Governo do Distrito Federal (GDF). O senador relembrou que, em reuniões anteriores, o próprio Banco Central havia sinalizado que a responsabilidade financeira deveria recair sobre os gestores, os “CPFs”, e não sobre o povo brasiliense.

“Na última reunião que estive aqui, o presidente disse claramente que quem tem que pagar essa conta é o CPF, e CPF é o gestor, é o fraudador. Vim cobrar porque até agora não foram bloqueados os bens do governador e da vice-governadora, que são os gestores que dão as ordens no BRB”, disparou o senador.

Durante a audiência, Izalci foi informado de que o Banco Central só teria competência para realizar o bloqueio de bens em um cenário de liquidação do BRB. Diante dessa limitação administrativa, o foco da cobrança agora se desloca para o âmbito criminal e investigativo, ou seja, a Polícia Federal (PF). Por isso, o senador anunciou que acionará a PF para que seja realizado o bloqueio preventivo dos bens dos envolvidos, evitando a dilapidação de patrimônio público enquanto as investigações avançam.

Um dos pontos mais graves levantados por Izalci refere-se à estratégia utilizada para burlar o Conselho de Administração do BRB. Segundo o senador, houve um fatiamento de investimentos para evitar a necessidade de autorização colegiada, facilitando o desvio de recursos. “Nada no BRB foi feito sem a comunicação do governo”, criticou.

O senador reiterou que sua atuação será incansável até que os culpados sejam punidos e os cofres públicos ressarcidos. “Nós vamos continuar firmes nessa luta, porque o que está acontecendo agora é inaceitável”, concluiu.