Izalci Lucas celebra parecer da PGR favorável à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Senador destacou que o estado de saúde do ex-presidente é gravíssimo e exige cuidados especializados que só podem ser plenamente oferecidos no ambiente familiar

O senador Izalci Lucas (PL-DF) celebrou, nesta segunda-feira (23), o novo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o senador, a decisão representa um passo fundamental para garantir a integridade física de Bolsonaro, cujo quadro clínico tem gerado profunda preocupação. “O mais importante agora é a saúde dele”, disse.

Izalci ressaltou que, diferentemente de manifestações anteriores, a PGR agora reconhece a necessidade da medida. “Eu acredito muito na prisão domiciliar e que ela será concedida rapidamente”, afirmou o senador. Ele reforçou sua confiança de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguirá a orientação da PGR, especialmente diante da vulnerabilidade no estado de saúde de Bolsonaro.

O senador tem acompanhado de perto a situação, visitando o ex-presidente no hospital e alertando para a gravidade do caso. Segundo Izalci, a estrutura da ala onde Bolsonaro se encontra atualmente não oferece as condições ideais para o tratamento contínuo de que ele necessita. “Ele precisa de acompanhamento 24 horas e só em casa terá isso. A situação é gravíssima e, ao lado da família, as chances de melhora são muito maiores”, defendeu.

Sobre o impacto de uma eventual prisão domiciliar nas eleições de outubro, Izalci ponderou que a influência política de Bolsonaro permanece inabalável, independentemente das restrições que venham a ser impostas. O senador destacou que o ex-presidente continua sendo o principal articulador do Partido Liberal (PL), definindo candidaturas estratégicas aos governos estaduais e ao Senado.

“O papel dele como líder não muda. Bolsonaro continuará tendo um peso decisivo, recebendo visitas de familiares e lideranças partidárias”, explicou Izalci. Para ele, embora restrições ao uso de redes sociais possam ser mantidas, o foco imediato deve ser humanitário: “Agora, o que importa é a vida dele”.