Izalci Lucas assina CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso do Banco Master
Senador defende que a comissão é o instrumento adequado para garantir a transparência necessária aos fatos
O senador Izalci Lucas (PL-DF) assinou o requerimento do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do Banco Master. O senador defende que a comissão é o instrumento adequado para garantir a transparência necessária aos fatos noticiados sobre os dois ministros no maior escândalo financeiro do Brasil.
”A obrigação nossa, enquanto parlamentares, é fiscalizar e dar a maior transparência possível. Normalmente, a justiça tem segredos e a população não acompanha. Uma das vantagens da CPI é exatamente a transparência total da investigação”, pontuou o senador.
Izalci lembrou que já há um pedido protocolado, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, para a criação da “CPI do Master”. Além disso, ressaltou a existência de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o mesmo tema, que ainda não foi instalada.
Porém, o senador enfatizou que uma CPI específica busca apurar as circunstâncias envolvendo contratos e reuniões dos ministros que, na avaliação de Izalci, exigem esclarecimentos. Entre os pontos mencionados, citou as tratativas relacionadas ao Banco Regional de Brasília (BRB) e a reunião com Moraes e Vorcaro, os detalhes sobre o contrato da esposa de Moraes com o Master no valor de R$ 129 milhões, e as denúncias veiculadas na mídia sobre o resort da família de Toffoli e fundos ligados ao Master.
”Nós temos que apurar isso tudo. Qual foi o fato determinado? Qual é o objetivo realmente do contrato de R$ 3,6 milhões por mês, R$ 129 milhões durante os três anos? As pessoas precisam de respostas”, enfatizou Izalci.
Quanto à CPI, embora o número de assinaturas necessárias tenha sido alcançado, o senador explicou que a instalação da comissão precisa da autorização do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Agora depende do presidente Alcolumbre”, ressaltou.

