Izalci Lucas critica decisão do Supremo e cobra reação do Congresso: “É inadmissível o que está acontecendo”
Durante reunião da CPMI, Senador manifestou indignação com decisões monocráticas.
Durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) nesta segunda-feira, o Senador Izalci Lucas fez um discurso contra decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou uma reação mais firme do Congresso Nacional diante do que considera uma interferência indevida em temas de competência do Legislativo.
“Como não ficar indignado com o que está acontecendo? Primeiro, essa decisão do Supremo. De fato, é inadmissível. E o pior é que isso está acontecendo já há algum tempo e a gente não vê uma reação”. – afirmou.
O parlamentar lembrou que o Senado já aprovou o fim das decisões monocráticas, mas o tema ainda aguarda deliberação na Câmara dos Deputados.
“Os deputados têm que trabalhar isso, falar com o presidente. As pessoas precisam entender a importância do Congresso Nacional. – reforçou.
Izalci criticou a forma como a CPMI tem sido conduzida, afirmando que o instrumento perdeu parte de sua função original de fiscalização e apuração. Ele defendeu que o Congresso e os presidentes das Casas Legislativas tomem providências sobre o tema e mencionou a necessidade de uma reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo, para discutir os rumos da investigação e os pedidos de prisão de envolvidos no caso.
Outro ponto levantado pelo Senador foi a defesa dos aposentados e pensionistas vítimas de fraudes financeiras, especialmente em contratos e descontos indevidos. Izalci defende a restituição integral — e em dobro — dos valores retirados de forma ilegal:
“Evidente que os aposentados têm que receber de volta, e não tem que ter prazo de vencimento, não. O cara detectou que foi roubado, ele tem que ir lá e receber de volta. E de preferência em dobro, como determina o Código do Consumidor.”– destacou.
O Senador encerrou sua fala reafirmando a disposição de integrar o grupo parlamentar que deve se reunir com o ministro André Mendonça para tratar das providências cabíveis.

